FMEA

O que você precisa saber sobre FMEA

O que é FMEA? 

Ei, você que chegou aqui! Com certeza você sabe que cada vez mais agilidade e produtividade estão sendo mais requisitadas no mercado e com a intenção de que os resultados esperados sejam no tempo desejado e potencializados, é necessário estar identificando os problemas e falhas que o seu processo poderá ter. É aí, então, que entra nosso tema de hoje, a FMEA! Failure Mode and Effect Analysis – ou, no bom e velho português, Análise de Modos de Falhas e Efeito – método utilizado para identificar as possíveis falhas de um produto ou processo apontando os riscos que ela pode causar. Dessa forma, é possível elaborar um plano de ação para poder evitar ou amenizar a falha e seus possíveis efeitos.

Além de identificar as falhas de uma máquina ou processo, a FMEA ainda é constituída pelos seguintes tópicos:

  • Efeito, o que a falha causa ao cliente;
  • Causa, a razão da falha ter ocorrido;
  • Detecção, forma utilizada para evitar as falhas potenciais;

Quais os tipos?

Parece haver uma aplicação muito ampla para um FMEA, não acha? Logo, por esse motivo, surgem classificações para funções específicas:

FMEA de produto:

Também conhecida como FMEA de projeto, avalia as falhas que ocorrem  ou podem ocorrer em um produto ou projeto, novo ou já existente.

FMEA de processo:

Considerando a sequência de atividades em um processo, é realizado um levantamento de todas as possíveis falhas e seus impactos em suas etapas de planejamento e execução, para que, dessa forma, o processo seja melhorado. Assim como a FMEA de produto, pode ser implementada em um processo novo como também em um já em operação.

FMEA de sistema: 

Há o objetivo de analisar das funções globais de um sistema de uma empresa e claro as suas possíveis falhas, fazendo com que o sistema possa ser executado corretamente.

FMEA de serviço:

Essa FMEA tem como objetivo identificar as falhas de um serviço, determinando  as falhas de um  processo de manufatura, por exemplo. Ademais, diversos benefícios, entre eles diminuição dos prazos propostos, economia ao evitar possíveis desperdícios ou falhas e evitar acidentes de trabalho, já que, ao identificar possíveis falhas na operação, são aplicadas medidas de segurança do trabalho adequadas.

Como aplicar a FMEA?

Beleza, já entendi os tipos de FMEA e quero aplicá-la no meu processo, produto, serviço ou sistema, mas como faço isso? É só seguir os seguintes passos: 

Monte o seu time

O primeiro passo para iniciar sua Análise de Modos de Falhas e Efeitos é montar o time o qual confeccionará a análise. Antes de tudo, é importante que esse seja crítico e principalmente multidisciplinar, composto por profissionais de diferentes áreas, pois, assim, é possível ter diferentes visões das possíveis falhas e seus impactos.

Identificar as falhas

Nessa etapa, o time deverá identificar as falhas que podem acontecer no processo, onde e como ela pode ocorrer. Pode ser necessário dividir o processo em pequenas etapas para que se possa identificar falhas em cada uma delas, sendo possível fazer isso também em outros tipos de FMEA. Nomeie os componentes de um equipamento ou processo onde ocorrerão essas falhas.

Identificar os efeitos da falha

Após ter identificado as falhas possíveis e seu locais, é necessário identificar qual efeito pode causar ou já causou no passado.

Causa da falha

Aqui será identificado o que faz a falha ocorrer, dessa forma é possível evitar ou consertar a causa.

Ocorrência da falha (O)

Aqui será definido a probabilidade de ocorrência da falha, em uma escala de 1 à 10, onde 1 é extremamente improvável e 10 a falha é inevitável.

Gravidade/Severidade da Falha (S)

Nessa etapa, o time deve determinar o grau de gravidade da falha, utilizando uma escala gradual numérica de 1 à 10, no qual: 1 é para gravidades insignificantes e 10 uma gravidade catastrófica

Detecção da falha (D)

Agora é necessário estimar o quanto essa falha pode ser detectável, antes de ocorrer ou antes de chegar ao cliente final, também é possível utilizar uma escala de 0 à 10, onde: 1 significa que a falha com certeza será identificada e 10 significa que é quase impossível identificar a falha.

 Risco calculado (RPN)

O risco calculado nada mais é do que a multiplicação das 3 classificações anteriores (O x S x D), sendo assim,  é possível identificar quais riscos devem ser prioridade ao realizar o plano de ação.

Plano de ação

Após ter realizado as etapas anteriores, o time deve elaborar um plano ação, com as melhorias e ações recomendadas para evitar a falha e seus efeitos.

Acompanhamento

Por fim, é importante que as ações recomendadas sejam devidamente acompanhadas a fim de conferir e garantir que a falha será amenizada ou neutralizada.

Na imagem abaixo, nós temos um exemplo simplificado de ficha de uma FMEA: 

Modelo de FMEA

Agora é hora de potencializar os seus resultados!

E aí? Como dizem, “é melhor prevenir do que remediar”. Então, preparado para realizar uma FMEA na sua empresa e aumentar a produtividade? Espero que sim e que esse texto tenha contribuído para isso! Quer conferir outros artigos como esse? Nosso blog está recheado de conteúdos que com certeza serão de grande ajuda para você. Muito obrigado por chegar até aqui, abraços e até a próxima!

Antes de tudo, não se esqueça de deixar uma avaliação sincera aqui embaixo do nosso post no blog de hoje.

 

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